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quinta-feira, 9 de julho de 2015

JAN VAN EICK


O casamento de Giovanni Arnolfini e Giovanna Cenami (1434)
Jan van Eick
 
O artista holandês Jan van Eick (1385/1390 – 1441) é considerado  um dos mais importantes pintores de sua época, e é tido como um dos criadores da Escola Holandesa de Pintura. Era também irmão do pintor Hubert van Eyke.
Jan van Eyck começou sua formação artística como iluminador de manuscritos, vindo pouco tempo depois a pintar painéis, fazendo uso de um estilo extremamente minucioso e elaborado, representando o mundo natural com riquíssimo detalhamento. Suas obras tinham como tema, principalmente, o Menino Jesus e a Virgem Maria. Ele também pintou vários retratos, nos quais impressionava todos com a sua capacidade de apreender a beleza translúcida da luz e a viveza da cor. O rico simbolismo empregado em sua arte levava a presumir a acuidade de seu intelecto.
Desde os seus primeiros trabalhos, Jan van Eyck mostrava algo inteiramente novo com as suas primeiras descobertas. Fazia pinturas sobre velino (pergaminho fino, preparado com a pele de animais recém-nascidos ou natimortos) ou pergaminho, que tinham por finalidade a decoração de livros. Seu trabalho variava entre iniciais e desenhos de contornos simples até imagens complexas, de página inteira, folheadas a ouro. O artista recebeu a influência da Arte Gótica. Ele não idealizava a figura humana. Seus personagens eram honestamente retratados, sendo seus desenhos muito convincentes. Era também muito paciente ao pintar a natureza, reproduzindo pacientemente cada detalhe.
Segundo o Professor E. H. Gombrich, Jan van Eyckrealizou uma receita para a preparação de tintas”, sendo a sua descoberta tão importante como a da perspectiva, constituindo algo inteiramente novo. Sua receita tratava-se da preparação de tintas, antes de elas serem espalhadas pelo painel, abrindo mão da têmpera. Ele passou a usar óleo em vez de ovo, que era de secagem muito rápida, podendo assim trabalhar bem mais lentamente, o que lhe possibilitava mais tempo para os detalhes. Foram tantos os “milagres” feitos com a nova tinta, que o óleo tornou-se aceito como o veículo pictórico mais adequado na pintura.
O estilo do artista apresentava uma nova concepção sobre a pintura. A figura humana passou a ser representada como um corpo existente num espaço plano e a natureza a ser criada com muita exatidão, o que acabou influenciando grandemente a arte europeia, sendo as obras de Jan van Eyck muito bem conceituadas na Itália renascentista.
Características do estilo do pintor:
  • observação minuciosa da natureza;
  • uso de detalhes meticulosos;
  • apresentação de objetos que descrevem o esplendor da corte de Borgonha no final da Idade Média;
  • uso de forte realismo;
  • reprodução fiel de roupas e interiores, criando um valioso registro de sua época;
  • uso da tinta a óleo.

O Homem do Turbante Vermelho (Auto-Retrato?), 1433
Jan van Eick




Fonte:
http://virusdaarte.net/mestres-da-pintura-jan-van-eyck/

BOTTICELLI

 
O NASCIMENTO DE VENUS
Botticelli, 1485
 
 
Botticelli foi um dos mais importantes artistas do Renascimento Cultural. Italiano, nasceu no ano de 1445 e morreu em 1510.

Desde jovem, dedicou-se à pintura mostrando grande talento para as artes. Em suas obras seguiu temáticas religiosas e mitológicas.

Este importante artista resgatou, de forma brilhante, vários aspectos culturais e artísticos das civilizações grega e romana. Chegou também a fazer retratos de pessoas famosas (príncipes, integrantes da burguesia e nobres) da época.

As pinturas de Botticelli são marcadas por um forte realismo, movimentos suaves e cores vivas.

Uma de suas obras mais conhecidas, até os dias de hoje é “O Nascimento de Vênus”, que o pintor fez no ano de 1485. Nesta linda obra, observamos a valorização das forças da natureza, o realismo e o resgate da mitologia romana.
 
 
Fonte:

sábado, 20 de junho de 2015

GRANDES MESTRES: GIOVANNI BELLINI



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Madona e o menino

Giovanni Bellini. 1431.  Óleo sobre madeira

 Veneza, c. 1430
Veneza, 1516

 
Giovanni Bellini é considerado o gênio inaugural da pintura renascentista, em particular veneziana. Em sua terra natal era também chamado de Giambellino e foi o mais famoso de uma família de pintores. Cunhado e amigo de Mantegna, teve Giorgione e Ticiano entre seus aprendizes.

Giovanni e seu irmão Gentile começaram a desenhar na casa de seu pai, Jacopo, de quem foram assistentes até quase os 30 anos. Os primeiros trabalhos de Giovanni têm forte influência da escola de Pádua, especialmente de Mantegna. Os primeiros sinais de independência aparecem em "A Agonia no Horto".

Em suas obras iniciais, Bellini combina a severidade e a rigidez da escola de Pádua com sua própria sensibilidade e com novos efeitos de cores. Seu estilo se revela em duas pinturas com o tema "Cristo Morto Carregado por Anjos".

Na década de 1470, Bellini fez uma "Transfiguração", de estilo veneziano, e "A Coroação da Virgem" para o altar da igreja de Pesaro. Não muito depois, pintou um quadro para um altar da capela da igreja de São Pedro e São Paulo, destruído por um incêndio em 1867.

Perto de 1480, Giovanni se concentrou nas suas obrigações como conservador das pinturas do grande salão do Palácio Ducal, que ele assumiu por um alto pagamento e a concessão de privilégios comerciais.

Enquanto reparava obras de seus antecessores, recebeu a encomenda para seis ou sete trabalhos, ilustrações das vitórias de Veneza nas guerras entre Frederico Barbarossa e o papado. Esses trabalhos não sobreviveram a outro incêndio, em 1577.

Muitas outras obras para igrejas felizmente foram preservadas. Elas mostram a incorporação de novas estéticas e técnicas pelo artista, muitas aprendidas com Antonello de Messina, que trouxe novidades de Flandres. Bellini popularizou o uso da tinta a óleo, diferente da têmpera usada pela maioria dos pintores.

Um intervalo de poucos anos separa as pinturas para o altar-mor de Frari e a Virgem do Doge Barbariga, em Murano, das obras da igreja de São Zacarias, em Veneza, de 1505. Outra obra para altar-mor, para a igreja de São Francisco em Veneza, é de 1507.

Os últimos dez anos da vida do mestre são repletos de encomendas. Até a marquesa Isabella Gonzaga de Mântova tinha dificuldade em obter de Bellini algumas obras.

Seu irmão Gentile morreu em 1507 e Giovanni completou o quadro "Prece de São Marcos", que ele deixara inacabado. Em 1513, era o único mestre do salão do palácio, empregando seu pupilo Ticiano como ajudante na conservação das obras.

Sua última obra foi "Festa dos Deuses", para o duque Afonso de Ferrara, mas o pintor morreu antes de terminá-la, tarefa legada a seus pupilos. Tanto artisticamente como pessoalmente, a carreira de Giovanni Bellini foi próspera e ele viveu o suficiente para ver sua própria escola brilhar.


Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/giovanni-bellini.jhtm

GRANDES MESTRES: LORENZO LOTTO

 
 
"Adorazione dei pastori", 1525-1535 (Adoração dos pastores), Lorenzo Lotto, óleo sobre tela, 145,8 x 166,0 cm, Brescia Civici Musei
 
(Essa obra foi exposta em São Paulo, na Mostra "Mestres do Renascimento - Obras-Primas Italianas" no CCBB - SP - 13 de Julho 2013 a 29 de Setembro de 2013)
 
Lorenzo Lotto nasceu em Veneza em 1480 foi um pintor, desenhista e ilustrador italiano da Escola de Veneza. Ele pintou altares, obras religiosas e retratos. Por estar ativo durante a chamada Alta Renascença, ele constitui um estágio de transição entre os primeiros pintores de Florença e os maneiristas romanos do século XVI.

Lorenzo Lotto trabalhou em Treviso (1503-1506), em Roma (1508-1510), Bergamo (1513-1525), Ancona (1549) e finalmente em Loreto. Influenciou-se por Giovanni Bellini, visto que tinha bons conhecimentos sobre a pintura de Veneza. Também pode ver a marca do Naturalismo de Giorgione, em obras como a “Alegoria das Virtudes e dos Vícios”. Com o tempo, evoluiu para obras mais dramáticas, como aquelas de Correggio. Era amigo de Palma Vecchio.

Em Trevisio, trabalhou para o Bispo Bernardino de Rossi. Em 1508, começou o político Recanati, para a Igreja de San Domenico. Ao mesmo tempo que se tornava famoso, chamou a atenção de Bramante, o arquiteto papal. Foi convidado para trabalhar em Roma e decorar os apartamentos papais. Essas obras foram destruídas um tempo depois.

Seu trabalho em Bergamo foi o melhor de sua carreira e faz parte de sua fase mais produtiva. Desenvolveu a técnica do retrato psicológico (aquele que revelava os pensamentos e emoções dos retratados). Nessa tradição, continuou o trabalho de Antonello da Messina. Suas pinturas posteriores são, na maioria, pinturas murais, tais como “O Martírio de Santa Clara”, onde representa cenas da vida diária, como Cristo com a parreira em suas mãos, remetendo à frase: Eu sou a parreira, vocês são os ramos. Pintou também quadros privados, como Madonnas e Deposições para altares domésticos.

Em Veneza, abriu um ateliê e executava altares para diversas igrejas. Recebia também encomendas de retratos particulares, dentre eles, Retrato de um Jovem. Mas na cidade foi ofuscado pela fama de Ticiano, que dominava a cena artística. Deixou Veneza em 1532 e foi para Treviso.

Começou a vagar de cidade em cidade, procurando por encomendas. Mas era cada vez mais difícil ganhar dinheiro.

Em 1552, entrou na vida religiosa como irmão leigo. Morreu em 1556. Giorgio Vasari incluiu a biografia de Lotto no terceiro volume de Vidas. Lotto deixou várias anotações e diários. Entre muitos pintores influenciados por ele, está Giovanni Busi.

Durante sua vida, Lotto foi um pintor respeitado e popular no norte da Itália. Os vários estilos que trabalhou durante a vida o colocam fora da Escola de Veneza, a qual fora comumente associado. Teve seu estilo individual e até mesmo idiossincrático.
 
 
 

MEU COMENTÁRIO:

Apesar de eu não ter o sobrenome Lotto, minha mãe o tem, pois é o sobrenome de sua família.
Quem sabe Lorenzo Lotto não seja um de nossos antepassados.
 

GRANDES MESTRES: LEONARDO DA VINCI

Leonardo da Vinci (1452-1519) foi pintor italiano. "Mona Lisa" foi uma das obras que o notabilizou. Foi também escultor, arquiteto, matemático, urbanista, físico, astrônomo, engenheiro, químico, naturalista, geólogo, cartógrafo, estrategista e inventor italiano. Um dos maiores nomes do Renascimento. Sua obra, de uma grande diversificação, é toda marcada pela genialidade. Sua figura humana aproximou-se como nenhuma outra daquele imaginário Homem Universal, o ideal da época renascentista. Embora genial em diversos campos, foi na pintura que se notabilizou com verdadeiras obras-primas, como o retrato de "Mona Lisa", a "Última Ceia", "Anunciação", e a "Virgem dos Rochedos".
Leonardo da Vinci (1452-1519) nasceu em Anchiano, pequena aldeia toscana perto de Vinci, e próxima a Florença, Itália, no dia 15 de abril de 1452. Por volta de 1466, torna-se aprendiz do pintor e escultor florentino Andrea del Verrocchio. Com 25 anos de idade já trabalhava para Lourenço de Medici, o famoso mecenas que governava Florença. Já conhecido passou a trabalhar para outras figuras importantes. Era protegido de Lodovico Sforza, duque de Milão. Entre 1482 e 1499 vive em Milão, onde pinta o afresco "A Última Ceia", para o Mosteiro de Santa Maria dell Grazie.
Até o Renascimento, ninguém pensava em urbanismo. As cidades não passavam de amontoados de casas. No projeto urbanístico que fez para a cidade de Milão baniu muros, traçou canais e um sistema de abastecimento de água e esgotos. As casas eram amplas e ventiladas e haveria praças e jardins. Nesse período estuda perspectiva, óptica, proporções e anatomia. Foi descoberto dissecando cadáveres o que era considerado grave crime. Graças às suas dissecações fez descobertas importantes que registrou em inúmeros desenhos e no Tratado de Anatomia que escreveu.
De volta a Florença, pinta a tela "Mona Lisa" (1503-1507), sua obra mais famosa. Vive em Roma entre 1513 e 1517, onde se envolve em intrigas do Vaticano e decide se juntar à Corte do rei francês Francisco I. Nos estudos científicos, antecipa muitas descobertas modernas, como o helicóptero e o paraquedas. Em Trattato della Pittura, Leonardo defende a supremacia da pintura sobre todas as outras artes, por ser a única indispensável à exploração científica da natureza.
Leonardo da Vinci passou seus últimos dias na França, e ali morreu, no dia 2 de maio de 1519, em Clos Lucé. Foi enterrado na Capela de Saint-Hubert, no Castelo de Amboise.

Obras de Leonardo da Vinci

O Batismo de Cristo, 1475
A Anunciação, 1475
Ginevra de Benci, 1476
Virgem Benois, 1478
A Vígem de Granada, 1480
A Virgem do Cravo, 1480
São Jerônimo no Deserto, 1480
Dama Com Arminho, 1480
A Adoração dos Magos, 1481
Virgem dos Rochedos, 1486
Madona Litta, 1490
Retrato de Um Músico, 1490
Retrato de Mulher de Perfil, 1495
La Belle Ferronniere, 1495
A Última Ceia, 1497
A Virgem, O Menino, Sant'Ana e São João Batista, 1500
Salvator Mundi, 1500
Virgem do Fuso, 1501
Mona Lisa, 1507
Virgem dos Rochedos, 1508
A Virgem e o Menino com Santa Ana, 1513
São João Batista, 1515


Fonte: http://www.e-biografias.net/leonardo_vinci/