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quinta-feira, 9 de julho de 2015

A HISTÓRIA DO PINCEL

A história do pincel

 

Os primeiros registros do uso de uma ferramenta para transporte de tinta foram identificados na pintura rupestre, na era paleolítica, também chamada de “arte parietal”.

Segundo a história, o primeiro recurso foi um graveto de carvão com gordura animal. Depois, outros elementos fixadores também foram introduzidos, como tinta, misturando-se os corantes minerais com vários tipos de gordura.

As cores obtidas eram o ocre-amarelo, ocre-vermelho e negro.

Eram utilizados nas ilustrações: dedos, penas de diversas aves, gravetos com pelos nas pontas, uma espécie de buril de pedra e, ainda, os tufos feitos de musgo.

A irregularidade das superfícies ajudava na expressão das formas, como saliências, buracos, rachaduras etc.

Nesses milhares de anos, pouco se sabe sobre a fabricação que deu origem ao primeiro exemplar de pincel, similar aos que você utiliza hoje.

Algumas informações aparecem no século XV, na Europa, com a pintura do Afresco e Falso Afresco, em que é mencionado um tipo de pincel “Pituá” com pelos macios de animal, no tamanho da palma da mão do pintor, para suavizar a textura da pele humana. Outros tamanhos foram desenvolvidos no formato redondo, com os pelos atados em varetas de madeira.

No Oriente, em 1804, há outro registro denominado “Pincel de Toyohashi”, no feudo de Yoshida, Kyoto (Japão). Utilizado para caligrafia e pinturas ornamentais, foi construído com cabo de bambu, virola de talo de pena e pelos macios de animais.

Nesse registro, encontramos informações sobre uma pequena variedade de formas de pontas. Esses pincéis foram considerados, na época, verdadeiras jóias, sendo guardados pendurados em suporte de metal nobre. Hoje, fazem parte da arte tradicional do Japão.

Nas antigas gravuras, encontramos também o uso do carvão, bico de pena e estiletes.

Na Europa, nas primeiras décadas do século XIX, algumas informações identificam o uso do pincel no formato chato, somado ao redondo já conhecido.

Ainda no século XIX, com o surgimento da máquina fotográfica, alguns artistas buscaram um diferencial em suas pinturas. Combatiam a concorrência visual com pinceladas expressivas e, ao mesmo tempo, utilizavam as fotografias como referências para suas pinturas.

Tem início, então, a pintura gestual; a pintura em contato com a natureza. Uma pintura também chamada “A La Prima”.

Esse estilo moderno de pintura exigia do artista uma maior intimidade com suas ferramentas de trabalho: o tipo de tinta, as cores e o pincel.

Em cada gesto da pincelada ficava impresso o sentimento do artista, com sua ótica da cor e das formas. A pintura adquiriu velocidade. Era o chamado “Impressionismo”.

Nesse momento da história da arte, o pincel passou a ser uma ferramenta de grande importância. Alguns artistas construíram seus próprios pincéis, com formas adequadas às suas pinceladas. Cada novo formato de pincel era identificado com o nome do artista que o criou.

Na sequência da evolução dos pincéis, surgiram os fabricantes em escala de comércio.

A fabricação era feita em alto sigilo e os conhecimentos técnicos eram passados em segredo, de pai para filho.

No século XX, a fabricação evolui com os filamentos sintéticos na exploração de novos formatos nas pontas dos pincéis e tantos outros acessórios artísticos. Essa evolução foi paralela à da tinta à base de água.

Hoje, o pincel é uma ferramenta de trabalho com especificações técnicas de uso e manutenção.

Com uma maior variedade de formas, os pincéis ampliam os recursos na pintura em todo tipo de técnica.

Projetados como extensão da mão, oferecem tamanhos diferenciados de cabos, para atender à distância necessária até a superfície que será pintada.

O formato define o traço e a pincelada buscada pelo artista. A composição da ponta (pelos, cerdas ou filamentos sintéticos) define o uso do tipo de tinta na superfície a ser pintada.

Os pelos e as cerdas de origem animal somente são utilizados dentro das normas rígidas de preservação das espécies.

 

Fonte:


 

sábado, 20 de junho de 2015

A TINTA A ÓLEO

A tinta a óleo é a técnica de cavalete mais importante, popular e mais estudada. Desenvolveu-se por mais de seis séculos na Europa.
Foi consequência das modificações na elaboração da tinta têmpera e surgiu por ETAPAS.
A mais antiga das pinturas a óleo conhecida foi elaborada na Noruega no século XII. Ela é anterior aos irmãos Hubert (1366-1426) e Jan Van Eyck (1390-1441). Muitos pensam que Jan Van Eyck inventou essa tinta, mas na verdade o que ele criou foi uma tinta com óleo de secagem mais rápida. É provável que ele e outros pintores holandeses do século XV tinham azeites com boas propriedades secantes. Também a terebentina já era um diluente.


O Casal Arnolfini
 
Autor: ,Jan van Eyck, 1434, óleo sobre tábua, 82 cm × 60 cm, National Gallery, Londres

 


O uso do óleo como aglutinante foi inicialmente mais difundido no norte da Europa que no sul. No século XV começou a transição gradual da têmpera para a tinta óleo. Muitos artistas usavam as duas técnicas em seus quadros, começavam com a têmpera e terminavam com a óleo.
Em 1475, Antonello da Messina levou o óleo para Veneza, e o pintor Giovanni Bellini alcançou todas as suas possibilidades e especificidades técnicas. Em Veneza, a técnica foi muito bem aceita e assim difundida pela Itália e pelo resto da Europa. A partir daí a riqueza das cores, o brilho e a estética renascentista se desenvolveram de maneira triunfante.


Cristo alla colona, 1475-1479: de Antonello da Messina, óleo sobre madeira, 29,8 x 21 cm, Louvre.   




Doge Leonardo Loredan
 
Giovanni Bellini, têmpera e óleo sobre madeira, 1501, 61.60 X 45.10 cm
 

  Durante o século XVII, a prática de pintar quadros inteiramente com óleos aumentou e virou uma atividade rotineira. No mesmo século, houve um incremento da oferta na produção de tintas por profissionais, e até o século XVIII era possível comprar linhos preparados para pinturas e tintas a óleo guardadas em bolsas de couro. Também inventaram os pigmentos sintéticos, aumentando a paleta de cores. Em 1704, surgiu o azul da Prússia que substituiu o azurita e o azul ultramarino, que eram bem mais caros. Em 1750 surgiu o amarelo de Nápoles que substituiu a purpurina amarela. Em 1802 surgiu o azul de cobalto. Em 1828 o azul ultra marino foi produzido sinteticamente, ficando mais barato. No século XIX, as tintas passaram a ser comercializadas em tubos de estanho. Com isso, os artistas não precisavam perder tempo fabricando suas tintas.


Composição:


            Pigmento + óleos vegetais (linhaça, papoula, nozes, soja, girassol, cânhamo, açafrão, tabaco, algodão e etc);

Solvente: terebentina, água rás e querosene (algumas pessoas não indicam);

Para secagem mais rápida: secante de cobalto;

Para maior fluidez (deixar a tinta mais rala) deve usar a terebentina e/ou óleo de linhaça;
Suporte: linho, madeira e algodão (com fundo de gesso, polímero acrílico ou gola e gelatina);


Os pigmentos mais adequados são: branco de titânio, branco de zinco, azul de ultramar, azul cobalto, azul cérulo, verde cobalto, terras verdes, verde oxido de cromo, amarelo de cádmio, amarelo ocre, terras de siena, amarelo de Nápoles, amarelo de marte, amarelo cobalto, amarelo hansa, vermelho ocre, vermelho indiano, vermelho de cádmio, vermelho de marte, preto marfim, preto mineral, preto de carvão vegetal, violeta de cobalto, violeta de manganês, violeta de marte, marrom de marte, siena queimada e sombra natural. Claro que podemos usar terra e outros tipos de pigmentos para produzir nossas próprias tintas.
O óleo de linhaça é o mais usado e é encontrado em papelarias e em casas de materiais de arte. É bem fácil de ser encontrado. Ele é extraído das sementes maduras da planta do linho. O óleo extraído pela prensagem a frio é de melhor qualidade para as tintas ao contrário do que é extraído pela prensagem a quente, realizada com a ajuda de vapor, que é o processo mais comum. O aquecimento do óleo de linhaça a temperaturas entre 272°C e 302°C, o tansforma em óleo polimerizado, alterando suas propriedades físicas mecânicas. O resultado é um óleo mais viscoso e parecido com mel.




Sementes de linhaça


Características:

Flexibilidade e elasticidade;

Liberdade de efeitos;

Pouca alteração das cores após a secagem;

Brilho;

Secagem lenta;

Grande variedade de tintas; 

Receita:


Aquecer o óleo de linhaça e acrescentar 1% do volume de cera de abelha derretida. Sobre um azulejo ou vidro, coloque o pigmento e acrescente o óleo aos poucos e ir amassando e misturando com uma espátula ou pilão de vidro ou cerâmica.
O processo de misturar é importante para uma boa tinta, quanto mais misturada e amassada, melhor é a tinta.



                                       
Óleo de linhaça da Acrilex


 

 
             Óleo de papoula: não é tão antigo quanto o de linhaça e não teve a mesma popularidade entre os artistas. É mais claro que o de linhaça e tem tendência a amarelar menos. O tempo de secagem é mais lento e forma uma película mais fraca e tende a rachar. Pode ser misturado ao óleo de linhaça e ao de nozes.

Sementes de papoula


Óleo de papoula


Outros óleos

 
Óleo de nozes: inferior ao de linhaça e superior ao de papoula. Seca quase tão rápido quanto o de linhaça, mas ele é mais caro. Com o tempo se torna rançoso e com odor forte. Pode ser misturado ao óleo de linhaça e ao de papoula.

Óleo de soja: é bem inferior ao de linhaça e precisa de agentes secantes. É comumente usado na indústria como substituto do óleo de linhaça. É utilizado como ingredientes de vernizes e esmaltes. Não amarela com o tempo.

 
Óleo de girassol: Possui propriedades equivalentes ao óleo de papoula, porém inferior a este. Na Europa, ele muitas vezes substitui o óleo de linhaça.

 
Óleo de cânhamo: Possui propriedades equivalentes ao óleo de papoula, porém inferior a este. As propriedades secativas deste óleo já eram conhecidas na Antiguidade e também é muito usado na Europa como substituto do óleo de linhaça. 
 
Óleo de algodão: não é recomendado, pois seu uso reduz a durabilidade da tinta.
 
 
 

A TINTA TÊMPERA

           A têmpera, que vem latim (temperare) significa misturar ou aglutinar, é a tinta mais antiga que temos. Foi usada na Antiguidade, Idade Média e na Renascença, nos murais das dinastias do Egito, Babilônia, Grécia, China e primeiras decorações da arte cristã.
Na maioria das vezes, era produzida pelos próprios artistas. Poucos fabricantes comercializavam as tintas para essa técnica. Na verdade, cada um tinha uma maneira de produzir.
Sua composição é basicamente: gema de ovo (sem película) + água + pigmento. 
Seu diluente e solvente é a água. Os aglutinantes podem ser: o soro de leite (têmpera caseína), gema de ovo sem película(têmpera ovo) e a clara de ovo batida em neve (têmpera albumina).

 
Características:
- ela é resistente a ação do tempo;
- sua secagem é rápida (o que não permite a mistura das cores no suporte);
- seu efeito é brilhoso e transparente;
- é solúvel em água;
- mantém o registro das pinceladas;
- não sofre rachaduras tardias; e
- depois de seca as cores mantêm-se muito próximas às do pigmento original.

 

  
Receita da Têmpera Ovo:

 
15 ml de gema de ovo sem a película (teoricamente a película evita o cheiro do ovo, mas quando eu fiz essa têmpera, tirei a película e continuou fedido);
9 gramas de pigmento em pó ou 3 a 4 ml de pigmento líquido;
7 ml de água;

 
A água e o pigmento deve ser adicionados aos poucos. Se preferir, pode acrescentar 15 ml de óleo para aumentar o tempo da secagem.

  

 

Receita da Têmpera Albumina:

 

15 ml de albumina da clara do ovo;
9 gramas de pigmento em pó ou 3 a 4 gotas de pigmento líquido;
7 ml de água;

 

A albumina é o soro resultante da clara em neve, então é preciso separar em um recipiente fechado a clara em neve, e aguarde a completa decantação do soro. Depois é só misturar aos poucos a água e o pigmento.
 
 
Algumas obras feitas com tinta têmpera:
 
 
 Cimabue, Crucifixo de São Domenino- 1268-1271  






       Piero della Francesa, O Batismo de Cristo- 1442
 


Duccio di Buoninsegna, A Virgem Sagrada e Cristo Menino com São Domenico e sta Áurea, têmpera s/madeira 



Fonte: http://a-winter-garden.blogspot.com.br/2011/08/receita-e-historia-da-tinta-tempera-e.html

 

ARTE RUPESTRE

Arte Rupestre

Por: Tiago Dantas

 

 

Toca do Boqueirão da Pedra Furada (Pintura escolhida para a logomarca do Parque Nacional da Serra da Capivara), Piaui, Brasil.


Arte rupestre é o nome da mais antiga representação artística da história do homem. Os mais antigos indícios dessa arte são datados no período Paleolítico Superior (40.000 a.C.); consistiam em pinturas e desenhos gravados em paredes e tetos das cavernas. Isso demonstra que o homem pré-histórico já sentia a necessidade de expressão através das artes, algo inerente ao ser humano.

As representações feitas nas cavernas eram de grandes animais selvagens, na tentativa de tentar reproduzir as caçadas da forma mais real possível. O homem pré-histórico usava ossos de animais, cerâmicas e pedras como pincéis, além de fabricar suas próprias tinturas através de folhas de árvores, sangue de animais e excrementos humanos.

Émile Cartilhac, um dos mais respeitados historiadores da Pré-História do final do século XIX, acreditava que as manifestações artísticas feitas nas cavernas eram algo de autoria dos criacionistas (aqueles que crêem que Deus criou o universo), pois assim, eles poderiam desmentir a teoria evolucionista de Charles Darwin, visto segundo ela, o homem da época não era dotado de capacidade suficiente para fazer aquilo.

No entanto, a veracidade da arte rupestre foi comprovada mediante recentes reavaliações, demonstrando o alto nível de capacidade de arte do homem pré-histórico, que, com ferramentas básicas, produziu manifestações artísticas bastante relevantes para sua época, transformando as cavernas nos primeiros museus da humanidade. Os principais sítios de arte rupestre estão localizados na França, norte da Espanha, Itália, Portugal e Alemanha.

Fontes: http://www.mundoeducacao.com/artes/arte-rupestre.htm

             http://www.fumdham.org.br/pinturas.asp

HISTÓRIA DA ARTE

História da Arte

Por: Thiago Ribeiro

História da Arte
Um desenho feito pelo homem na Pré-História
 
 
 
A arte data desde a Antiguidade, quando os homens da Pré-História desenhavam a arte rupestre (desenhos feitos nas cavernas). As figuras representavam a caça, mas isso não significava como o grupo vivia; pois elas tinham um caráter mágico, faziam com o que o grupo se preparasse para a tarefa que garantiria a sobrevivência.

A palavra “arte” teve muitos significados durante a história. Sempre houve uma pequena discussão, pois alguns pesquisadores acham que a arte é uma forma de criação, já outros acreditam que é uma forma de imitação.

A arte foi se subdividindo em estilos, com o tempo, tais como: barroco, gótico, romântico e outros.

O surgimento do Renascimento fez com que a arte se dividisse em conceitos: a pintura, literatura, música, escultura, arquitetura e a arte feita com cerâmica, tapeçaria e etc.

Depois do século XIX, a arte teve como objetivo retratar a beleza. Já no século XX, a arte passou a se referir, principalmente, às artes plásticas.

Toda arte criada é uma consequência do trabalho feito pelo homem. Em cada uma delas expressam a personalidade do artista, onde mostram o período em que foram feitas, criadas e suas influências culturais.

Muitas vezes o artista se preocupa com a beleza da sua obra. Isso faz com que ele busque matérias-primas que aproximem sua obra do mais real possível. Os artistas expressam em suas obras todos os seus sentimentos.

Com o tempo a arte foi se modificando. Com isso, a história da arte pode ser dividida de acordo com a divisão dos períodos da história da humanidade: Antiga, Medieval, Renascentista e Moderna.
 
 
 


quinta-feira, 18 de junho de 2015

A HISTÓRIA DO ROUBO DA MONA LISA

A HISTÓRIA DO ROUBO DA MONA LISA

Artigo escrito por Tom Pavesi
 



Às 7 horas, terça-feira, 22 de agosto de 1911, o guarda de segurança, Poupardin, começou sua ronda habitual passando pelas várias salas do Louvre. Chegando ao famoso “Salon Carré”, conhecido na época pelos quadros de renascentistas, percebeu que, entre um  quadro de Titien e um outro de Corrège, encontrava-se apenas um espaço vazio e quatro parafusos perdidos. Sabendo que a Mona  Lisa deveria estar ali, pensou que o fotografo oficial do Louvre  havia pego o quadro para ser fotografado no atelier do museu.
Mas o tempo foi passando e nada do quadro voltar para o seu lugar. Poupardin resolve enviar colegas para recuperar a obra no atelier e neste momento descobre que a tela não está lá. Desesperado, sai procurando a moça misteriosa. Às 14 h, o prefeito de Polícia de Paris, o famoso e popular Louis Lepine, é chamado às pressas.
Este envia ao local sessenta inspetores de policia e um renomado criminalista  em busca de pistas. As 14h45 as portas do museu são fechadas com exceção de uma para filtrar a saída de todos. O motivo dado ao publico foi um problema de canalização d’agua. Em Paris, a população ainda não sabia de nada sobre o roubo.
O museu é  vasculhado do subsolo ao telhado e  finalmente uma pista é encontrada bem embaixo da escada da “Vitoria de Samotrace”. Lá estava a  valiosa moldura de madeira renascentista,  o vidro de proteção (novidade na época contra vandalismo) e uma impressão digital bem visível. Os 257 funcionários que estavam de serviço foram interrogados e tiveram suas impressões analisadas. Ninguém foi acusado.
Dia 26 de agosto de 1911 a notícia vira matéria de primeira pagina.  O jornal Le Petit Parisien relata o roubo em duas paginas; Le Matin oferece 5 000 francos aos videntes, numerólogos, cartomantes ou qualquer outra ciência oculta para se encontrar a famosa obra. A Sociedade dos Amigos do Louvre oferece 25 000 francos para quem a achasse. Um milionário anônimo oferece o dobro. A revista L’Illustration oferece 50.000 francos para aquele que levar o quadro até a editora.
Semanas depois o museu reabre ao público e uma multidão  corre para ver o espaço vazio do quadro. Alguns deixam  flores como símbolo da perda de um ente querido, outros correm comprar recordações  e cartões postais da obra  desaparecida.
A busca se alonga até o mês de setembro quando um juiz manda prender um escritor de origem polonesa, Guillaume Apollinaire, que havia declarado que gostaria de ”queimar o Louvre”. Gery-Pieret, amigo e antigo secretário particular de Appolinaire, ladrão confesso de três estatuetas ibéricas e máscaras fenícias do museu,  declara ao Paris-Journal que foi ele quem furtou a Mona Lisa e que somente a devolveria em troca de 150 000 francos. E para provar que não estava mentindo enviou uma das três estatuetas roubadas para o jornal.
O jovem Pablo Picasso também foi interrogado e acusado de cumplicidade pois havia comprado para estudos (influência do primitivismo) uma estatueta e uma máscara fenícia de Gery-Pieret. O roubo também foi reivindicado pelo poeta, escritor e dramaturgo italiano Gabriele D’Annunzio, autor de uma peça de teatro intulada La Giocconda. Finalmente, todos são inocentados.
Mas 28 meses depois quando tudo parecia perdido, a famosa obra aparece em Florença.
O verdadeiro ladrão, o autor de um dos roubos mais famosos da história da art, se chamava Vincenzo Peruggia, italiano, que na época trabalhava no museu como colocador de vidros em obras de pintura. Ele havia passado a noite do 21 de agosto escondido no Louvre esperando o amanhecer para roubar a Mona Lisa e sair discretamente.  Nas investigações iniciais, a polícia chegou a interrogá-lo.  Com uma falsa testemunha ele provou que no dia do roubo estava trabalhando em outro local. Durante estes 2 anos Peruggia continuou vivendo em Paris e teve a Gioconda somente para ele.
O tempo foi passando e, quando ninguém falava mais sobre o roubo, Vicenzo  decidiu voltar para Itália com a esperança de vender a obra para algum colecionador local.  Em 10 de setembro de 1913 propôs à um célebre antiquário florentino, Alfredo Geri , a venda da Mona Lisa por 500 000 liras.  Geri, se fazendo interessado, levou um amigo expert para analisar a obra. Imediatamente, os dois, denunciaram Peruggia à polícia
O ladrão foi detido e o quadro confiscado.
Quanto a Geri e Poggi, estão até hoje esperando em seus túmulos a recompensa prometida pelos franceses.
Durante o julgamento, Peruggia confessou que roubou por patriotismo. Ignorando que o quadro havia sido adquirido pelo rei Francisco I, em 1519, tinha plena convição que havia sido roubado por Napoleão Bonaparte I e que era seu dever como cidadão italiano de recuperar esse tesouro.
Seria condenado a um 18 meses de prisão, mas logo liberado. Uma parte da imprensa e da população considera-o um herói da nação, para outros apenas um aproveitador que tentou fazer riqueza com um bem nacional.
A Mona Lisa voltou a ser exposta no Louvre no  dia 4 de janeiro de 1914, altamente protegida e visitada por milhares de pessoas.