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quinta-feira, 9 de julho de 2015

OS PINCÉIS

COMPOSIÇÃO

Um pincel é composto dos seguintes componentes:

·         o pelo;

·         a virola; e

·         o cabo com impressão.

 


 Os pelos: em princípio são macios, suaves e retêm com relativa facilidade a tinta. Variam em dureza de acordo com os resultados desejados ou a técnica artística em uso.

 A Virola: Consiste na parte metálica (em sua maioria) que unem os pelos ao cabo, e lhes dão as formas diferentes.
Nem sempre são de um metal de qualidade, e não raras vezes enferrujam ou se abrem, danificando o pincel. 

Os Cabos: Podem ser curtos ou longos, dependendo da destinação artística. Recomenda-se em função da técnica, que o Artista fique o mais afastado possível da obra, daí as variações dos tamanhos dos cabos, para o seu maior conforto e sua manipulação adequada. Possuem diversas cores, dependendo de suas características. Os mais comuns são de cor amarela (duros) e de cor vermelha (macios). 

QUANTO À TEXTURA QUE PRODUZEM:

·         Suaves  

·         Duros 

QUANTO À FORMA: 

 
Pincéis Planos

Espalham melhor a tinta.
·         A - Chato Longo (Stroke)

·         B - Plano (Flat)

·         C - Quadrado (Bright)

·         D - Chato Curto (Short Bright)

·         E - Língua de gato (Filbert)

·         F - Chanfrado (Angular)

·         G - Leque (Fan)

·         H - Trincha (Paint Brush)

·         I - Trincha Longa (Spalter)

·         R - Pelenesa (Gilder’s Tip)

Pincéis Redondos
Os pelos longos, arranjados de forma compacta, deste tipo de pincéis permitem reter mais tinta que outro tipo de pincéis do mesmo tamanho mas formato diferentes, por esta razão é que muitos artistas os preferem para colorir grandes áreas.
·         J - Redondo Curto (Spotter)

·         K - Redondo (Round)

·         L - Redondo Longo (Liner)

·         M - Ponta Chata (Showcard)

·         N - Chanfrado (Striper)

·         O - Pituá (Mop)

·         P - Broxa / Batedor (Stencil)

·         Q - Garfo (Pipe)

QUANTO AOS PELOS:
·          Kolinski: originários da cauda de um pequeno animal silvestre da Sibéria e norte da Manchuria. De pontas longas, suaves, altamente resistentes. Considera-se o pincel mais caro do mundo; 

·         Marta: também são pequenos animais de clima temperado, e de suas caudas de pelos macios e avermelhados são confeccionados os pincéis de grande elasticidade, próprios para trabalhos delicados profissionais; 

·         Marta tropical: é um grupo de pincéis de marca registrada, tecnicamente bem tratados e se assemelham aos de pelos de marta, mas certamente mais econômicos; 

·         Imitação de marta: são pelos de orelha de boi, preparados e tingidos na cor avermelhada. Finos e resistentes; 

·         Esquilo: também conhecidos por “petit-gris”. São pelos destes pequenos animais de regiões de clima temperado. São extrafinos, e muito suaves, próprios para pinturas muito delicadas; 

·         Orelha de boi: são realmente deste animal bovino. Pelos resistentes e atingem também as séries finas; 

·         De camelo: é a identificação mundialmente usada para definir os pelos de pônei ou cabra. São finos e macios; 

·         Cerdas: São de origem porcina, fortes e duráveis, e devido a suas características mais grotescas, são utilizados em diversas formas para pinturas texturizadas principalmente na acrílica e óleo; 

·         Cerdas Chinesas: Devido a certas características de abate, estas cerdas de porcos chineses, são relativamente macios e industrialmente interessantes para as artes em geral; 

·         Sintéticos: São às vezes misturados a pelos naturais, contudo geralmente macios e prestam-se bem para várias áreas das artes. Também recomendados para aquarela, mas foram especialmente criados para a acrílica. 

CLASSIFICAÇÃO:
É uma característica de cada fabricante. Geralmente são dois números, ou um nome e um número, ou ainda dois números e o nome do pelo, que definem a série a que pertence o determinado pincel, o formato e o tamanho do “corpo” do pelo . Isto tudo está impresso ao longo do cabo.
QUANTO AO TAMANHO:
São representados por um número que varia de 00 (os mais finos) ...1,2,3,4...20,22,26,30...
Quanto maior o número, também maior a quantidade de pelos.
 

 FONTES:



A HISTÓRIA DO PINCEL

A história do pincel

 

Os primeiros registros do uso de uma ferramenta para transporte de tinta foram identificados na pintura rupestre, na era paleolítica, também chamada de “arte parietal”.

Segundo a história, o primeiro recurso foi um graveto de carvão com gordura animal. Depois, outros elementos fixadores também foram introduzidos, como tinta, misturando-se os corantes minerais com vários tipos de gordura.

As cores obtidas eram o ocre-amarelo, ocre-vermelho e negro.

Eram utilizados nas ilustrações: dedos, penas de diversas aves, gravetos com pelos nas pontas, uma espécie de buril de pedra e, ainda, os tufos feitos de musgo.

A irregularidade das superfícies ajudava na expressão das formas, como saliências, buracos, rachaduras etc.

Nesses milhares de anos, pouco se sabe sobre a fabricação que deu origem ao primeiro exemplar de pincel, similar aos que você utiliza hoje.

Algumas informações aparecem no século XV, na Europa, com a pintura do Afresco e Falso Afresco, em que é mencionado um tipo de pincel “Pituá” com pelos macios de animal, no tamanho da palma da mão do pintor, para suavizar a textura da pele humana. Outros tamanhos foram desenvolvidos no formato redondo, com os pelos atados em varetas de madeira.

No Oriente, em 1804, há outro registro denominado “Pincel de Toyohashi”, no feudo de Yoshida, Kyoto (Japão). Utilizado para caligrafia e pinturas ornamentais, foi construído com cabo de bambu, virola de talo de pena e pelos macios de animais.

Nesse registro, encontramos informações sobre uma pequena variedade de formas de pontas. Esses pincéis foram considerados, na época, verdadeiras jóias, sendo guardados pendurados em suporte de metal nobre. Hoje, fazem parte da arte tradicional do Japão.

Nas antigas gravuras, encontramos também o uso do carvão, bico de pena e estiletes.

Na Europa, nas primeiras décadas do século XIX, algumas informações identificam o uso do pincel no formato chato, somado ao redondo já conhecido.

Ainda no século XIX, com o surgimento da máquina fotográfica, alguns artistas buscaram um diferencial em suas pinturas. Combatiam a concorrência visual com pinceladas expressivas e, ao mesmo tempo, utilizavam as fotografias como referências para suas pinturas.

Tem início, então, a pintura gestual; a pintura em contato com a natureza. Uma pintura também chamada “A La Prima”.

Esse estilo moderno de pintura exigia do artista uma maior intimidade com suas ferramentas de trabalho: o tipo de tinta, as cores e o pincel.

Em cada gesto da pincelada ficava impresso o sentimento do artista, com sua ótica da cor e das formas. A pintura adquiriu velocidade. Era o chamado “Impressionismo”.

Nesse momento da história da arte, o pincel passou a ser uma ferramenta de grande importância. Alguns artistas construíram seus próprios pincéis, com formas adequadas às suas pinceladas. Cada novo formato de pincel era identificado com o nome do artista que o criou.

Na sequência da evolução dos pincéis, surgiram os fabricantes em escala de comércio.

A fabricação era feita em alto sigilo e os conhecimentos técnicos eram passados em segredo, de pai para filho.

No século XX, a fabricação evolui com os filamentos sintéticos na exploração de novos formatos nas pontas dos pincéis e tantos outros acessórios artísticos. Essa evolução foi paralela à da tinta à base de água.

Hoje, o pincel é uma ferramenta de trabalho com especificações técnicas de uso e manutenção.

Com uma maior variedade de formas, os pincéis ampliam os recursos na pintura em todo tipo de técnica.

Projetados como extensão da mão, oferecem tamanhos diferenciados de cabos, para atender à distância necessária até a superfície que será pintada.

O formato define o traço e a pincelada buscada pelo artista. A composição da ponta (pelos, cerdas ou filamentos sintéticos) define o uso do tipo de tinta na superfície a ser pintada.

Os pelos e as cerdas de origem animal somente são utilizados dentro das normas rígidas de preservação das espécies.

 

Fonte: