sexta-feira, 3 de julho de 2015

OBRA 16 - PAISAGEM DA ITÁLIA


Autor: Marcio Bueno
Obra nº 16
Título: Paisagem da Itália
Óleo sobre tela
30  x 50cm
Junho de 2015
 



 
Marcio Bueno pintando no Ateliê Casarão da Arte, em 2 de julho de 2015.
 

 
Professor Caetano Santos dando alguns retoques na tela do amigo Pupo, em 2 de julho de 2015

OBRA 15 - PARIS

Autor: Marcio Bueno
Obra nº 15
Título: Paris
Óleo sobre tela (com espátula)
30  x 40cm
Janeiro de 2015
 

OBRA Nº 14 - VALE FLORIDO COM PAPOULAS

 
Autor: Marcio Bueno
Obra nº 14
Título: Vale florido com papoulas
Óleo sobre tela com textura
60  x 120cm
Abril de 2015
Ref.: baseado na obra de Raquel Taraborelli

OBRA 13 - CREPÚSCULO

 
Autor: Marcio Bueno
Obra nº 13
Título: Crepúsculo
Óleo sobre tela
30  x 40cm
Fevereiro de 2015
Ref.: baseado na obra de Fátima Ricco

sábado, 20 de junho de 2015

GRANDES MESTRES: GIOVANNI BELLINI



BELLINI_GIO_003m


Madona e o menino

Giovanni Bellini. 1431.  Óleo sobre madeira

 Veneza, c. 1430
Veneza, 1516

 
Giovanni Bellini é considerado o gênio inaugural da pintura renascentista, em particular veneziana. Em sua terra natal era também chamado de Giambellino e foi o mais famoso de uma família de pintores. Cunhado e amigo de Mantegna, teve Giorgione e Ticiano entre seus aprendizes.

Giovanni e seu irmão Gentile começaram a desenhar na casa de seu pai, Jacopo, de quem foram assistentes até quase os 30 anos. Os primeiros trabalhos de Giovanni têm forte influência da escola de Pádua, especialmente de Mantegna. Os primeiros sinais de independência aparecem em "A Agonia no Horto".

Em suas obras iniciais, Bellini combina a severidade e a rigidez da escola de Pádua com sua própria sensibilidade e com novos efeitos de cores. Seu estilo se revela em duas pinturas com o tema "Cristo Morto Carregado por Anjos".

Na década de 1470, Bellini fez uma "Transfiguração", de estilo veneziano, e "A Coroação da Virgem" para o altar da igreja de Pesaro. Não muito depois, pintou um quadro para um altar da capela da igreja de São Pedro e São Paulo, destruído por um incêndio em 1867.

Perto de 1480, Giovanni se concentrou nas suas obrigações como conservador das pinturas do grande salão do Palácio Ducal, que ele assumiu por um alto pagamento e a concessão de privilégios comerciais.

Enquanto reparava obras de seus antecessores, recebeu a encomenda para seis ou sete trabalhos, ilustrações das vitórias de Veneza nas guerras entre Frederico Barbarossa e o papado. Esses trabalhos não sobreviveram a outro incêndio, em 1577.

Muitas outras obras para igrejas felizmente foram preservadas. Elas mostram a incorporação de novas estéticas e técnicas pelo artista, muitas aprendidas com Antonello de Messina, que trouxe novidades de Flandres. Bellini popularizou o uso da tinta a óleo, diferente da têmpera usada pela maioria dos pintores.

Um intervalo de poucos anos separa as pinturas para o altar-mor de Frari e a Virgem do Doge Barbariga, em Murano, das obras da igreja de São Zacarias, em Veneza, de 1505. Outra obra para altar-mor, para a igreja de São Francisco em Veneza, é de 1507.

Os últimos dez anos da vida do mestre são repletos de encomendas. Até a marquesa Isabella Gonzaga de Mântova tinha dificuldade em obter de Bellini algumas obras.

Seu irmão Gentile morreu em 1507 e Giovanni completou o quadro "Prece de São Marcos", que ele deixara inacabado. Em 1513, era o único mestre do salão do palácio, empregando seu pupilo Ticiano como ajudante na conservação das obras.

Sua última obra foi "Festa dos Deuses", para o duque Afonso de Ferrara, mas o pintor morreu antes de terminá-la, tarefa legada a seus pupilos. Tanto artisticamente como pessoalmente, a carreira de Giovanni Bellini foi próspera e ele viveu o suficiente para ver sua própria escola brilhar.


Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/giovanni-bellini.jhtm

A TINTA A ÓLEO

A tinta a óleo é a técnica de cavalete mais importante, popular e mais estudada. Desenvolveu-se por mais de seis séculos na Europa.
Foi consequência das modificações na elaboração da tinta têmpera e surgiu por ETAPAS.
A mais antiga das pinturas a óleo conhecida foi elaborada na Noruega no século XII. Ela é anterior aos irmãos Hubert (1366-1426) e Jan Van Eyck (1390-1441). Muitos pensam que Jan Van Eyck inventou essa tinta, mas na verdade o que ele criou foi uma tinta com óleo de secagem mais rápida. É provável que ele e outros pintores holandeses do século XV tinham azeites com boas propriedades secantes. Também a terebentina já era um diluente.


O Casal Arnolfini
 
Autor: ,Jan van Eyck, 1434, óleo sobre tábua, 82 cm × 60 cm, National Gallery, Londres

 


O uso do óleo como aglutinante foi inicialmente mais difundido no norte da Europa que no sul. No século XV começou a transição gradual da têmpera para a tinta óleo. Muitos artistas usavam as duas técnicas em seus quadros, começavam com a têmpera e terminavam com a óleo.
Em 1475, Antonello da Messina levou o óleo para Veneza, e o pintor Giovanni Bellini alcançou todas as suas possibilidades e especificidades técnicas. Em Veneza, a técnica foi muito bem aceita e assim difundida pela Itália e pelo resto da Europa. A partir daí a riqueza das cores, o brilho e a estética renascentista se desenvolveram de maneira triunfante.


Cristo alla colona, 1475-1479: de Antonello da Messina, óleo sobre madeira, 29,8 x 21 cm, Louvre.   




Doge Leonardo Loredan
 
Giovanni Bellini, têmpera e óleo sobre madeira, 1501, 61.60 X 45.10 cm
 

  Durante o século XVII, a prática de pintar quadros inteiramente com óleos aumentou e virou uma atividade rotineira. No mesmo século, houve um incremento da oferta na produção de tintas por profissionais, e até o século XVIII era possível comprar linhos preparados para pinturas e tintas a óleo guardadas em bolsas de couro. Também inventaram os pigmentos sintéticos, aumentando a paleta de cores. Em 1704, surgiu o azul da Prússia que substituiu o azurita e o azul ultramarino, que eram bem mais caros. Em 1750 surgiu o amarelo de Nápoles que substituiu a purpurina amarela. Em 1802 surgiu o azul de cobalto. Em 1828 o azul ultra marino foi produzido sinteticamente, ficando mais barato. No século XIX, as tintas passaram a ser comercializadas em tubos de estanho. Com isso, os artistas não precisavam perder tempo fabricando suas tintas.


Composição:


            Pigmento + óleos vegetais (linhaça, papoula, nozes, soja, girassol, cânhamo, açafrão, tabaco, algodão e etc);

Solvente: terebentina, água rás e querosene (algumas pessoas não indicam);

Para secagem mais rápida: secante de cobalto;

Para maior fluidez (deixar a tinta mais rala) deve usar a terebentina e/ou óleo de linhaça;
Suporte: linho, madeira e algodão (com fundo de gesso, polímero acrílico ou gola e gelatina);


Os pigmentos mais adequados são: branco de titânio, branco de zinco, azul de ultramar, azul cobalto, azul cérulo, verde cobalto, terras verdes, verde oxido de cromo, amarelo de cádmio, amarelo ocre, terras de siena, amarelo de Nápoles, amarelo de marte, amarelo cobalto, amarelo hansa, vermelho ocre, vermelho indiano, vermelho de cádmio, vermelho de marte, preto marfim, preto mineral, preto de carvão vegetal, violeta de cobalto, violeta de manganês, violeta de marte, marrom de marte, siena queimada e sombra natural. Claro que podemos usar terra e outros tipos de pigmentos para produzir nossas próprias tintas.
O óleo de linhaça é o mais usado e é encontrado em papelarias e em casas de materiais de arte. É bem fácil de ser encontrado. Ele é extraído das sementes maduras da planta do linho. O óleo extraído pela prensagem a frio é de melhor qualidade para as tintas ao contrário do que é extraído pela prensagem a quente, realizada com a ajuda de vapor, que é o processo mais comum. O aquecimento do óleo de linhaça a temperaturas entre 272°C e 302°C, o tansforma em óleo polimerizado, alterando suas propriedades físicas mecânicas. O resultado é um óleo mais viscoso e parecido com mel.




Sementes de linhaça


Características:

Flexibilidade e elasticidade;

Liberdade de efeitos;

Pouca alteração das cores após a secagem;

Brilho;

Secagem lenta;

Grande variedade de tintas; 

Receita:


Aquecer o óleo de linhaça e acrescentar 1% do volume de cera de abelha derretida. Sobre um azulejo ou vidro, coloque o pigmento e acrescente o óleo aos poucos e ir amassando e misturando com uma espátula ou pilão de vidro ou cerâmica.
O processo de misturar é importante para uma boa tinta, quanto mais misturada e amassada, melhor é a tinta.



                                       
Óleo de linhaça da Acrilex


 

 
             Óleo de papoula: não é tão antigo quanto o de linhaça e não teve a mesma popularidade entre os artistas. É mais claro que o de linhaça e tem tendência a amarelar menos. O tempo de secagem é mais lento e forma uma película mais fraca e tende a rachar. Pode ser misturado ao óleo de linhaça e ao de nozes.

Sementes de papoula


Óleo de papoula


Outros óleos

 
Óleo de nozes: inferior ao de linhaça e superior ao de papoula. Seca quase tão rápido quanto o de linhaça, mas ele é mais caro. Com o tempo se torna rançoso e com odor forte. Pode ser misturado ao óleo de linhaça e ao de papoula.

Óleo de soja: é bem inferior ao de linhaça e precisa de agentes secantes. É comumente usado na indústria como substituto do óleo de linhaça. É utilizado como ingredientes de vernizes e esmaltes. Não amarela com o tempo.

 
Óleo de girassol: Possui propriedades equivalentes ao óleo de papoula, porém inferior a este. Na Europa, ele muitas vezes substitui o óleo de linhaça.

 
Óleo de cânhamo: Possui propriedades equivalentes ao óleo de papoula, porém inferior a este. As propriedades secativas deste óleo já eram conhecidas na Antiguidade e também é muito usado na Europa como substituto do óleo de linhaça. 
 
Óleo de algodão: não é recomendado, pois seu uso reduz a durabilidade da tinta.